Esqueceu a senha? GJ1214b, o planeta água

22.02.2012 | 9:35 am

Esqueceu a senha? GJ 1214b. Na verdade, é o nome de um novo planeta, localizado pelo telescópio Hubble. Está situado a 40 anos luz é maior que a Terra e menor que Urano.

O novo planeta foi detetado em 2009 mas só agora se confirmou sua existência. Ele tem muita água e está envolto no vapor. Localizado na constelação de Serpentário sua temperatura é de 230 graus célsius.

O GJ 1214b gira em torno de uma estrela anã num tempo de 38 horas, a dois milhões de quilômetros de distância.

A predominância das águas faz dele um planeta diferente e revela ainda como há novidades no universo, além das estrelas que aparecem no carnaval.

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Futebol: uma decisão na ressaca

| 6:45 am

O futebol vive hoje um dia especial: os dois maiores rivais, Flamengo e Vasco, se enfrentam em jogada decisiva na quarta feira de cinzas.

A imprensa noticiou o movimento dos jogadores. Vagner Love foi o rei do Baile Vermelho e Preto e esteve no desfile da Sapucai, assim como muitos outros.

O Flamengo leva a fama mas todos gostam de um carnaval. O certo é que os jogadores hoje não estarão na sua melhor forma física.

Considerando a mediocridade atual do do futebol brasileiro, o perigo é de termos um jogo arrastado, lento e burocrático

Mas o futebol é imprevisível. Pode ser que o entusiasmo e entrega dos sambistas no desfile  inspirem os jogadores e os levem a fazer uma partida emocionante.

A inspiração tem de vir do samba no pé. Não pode ser parecida com o que houve na premiação das escolas em São Paulo, senão acaba em briga.

Se tudo der certo, podermos marcar as grandes decisões do futebol para a quarta feira de cinzas

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Unesco denuncia morte de jornalistas no Brasil

21.02.2012 | 6:30 am

Irina Bukova: Unesco pede providências

A Unesco, organismo de cultura da ONU, denunciou, ontem, o assassinato de dois jornalistas no Brasil.

Um deles, Mário Randolfo, foi morto em Vassouras, no Estado Rio. O outro, Roberto Rodrigues, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

Em Vassouras, os assassinos mataram também a mulher do jornalista que estava ao seu lado, na hora do crime.

A Unesco, através de sua diretora, Irina Bukova, pediu “investigações exaustivas”. Ninguém faz investigações exaustivas no Brasil. No caso do Rio, apenas 7 por cento dos assassinatos são, realmente, investigados.

A Unesco chamou a atenção para os dados já mencionados pela ONG Repórteres sem Fronteiras: 11 jornalistas brasileiros foram assassinados desde 2002.

Para o século XXI, é um índice assombroso.

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O que veem as câmeras dos ônibus?

20.02.2012 | 2:48 pm

Uma adolescente foi violentada dentro de um ônibus no Jardim Botânico. Não sei se isso poderia ter sido evitado.Mas sinto que a segurança ainda é muito precária nos ônibus da cidade.

A pressão sobre as mulheres é antiga e levou, nos transporte ferroviário inclusive ao movimento por um vagão feminino nos trens.

Quando apareceram as imagens da câmera do ônibus, viu-se que eram muito pouco definidas.

Os jornais explicaram: a lei que determinou a instalação de câmeras de segurança nos ônibus  não especifica uma definição mínima.

Legalmente, é possível instalar uma câmera que não distingue claramente entre um cavalo e um elefante. Estaria cumprida a formalidade.

Além disso, adianta pouco a instalação de câmeras quando não são monitoradas. Era monitorar as câmeras de todos os ônibus e instalar neles sensores para que os motoristas acionassem em caso de perigo: a tela referente ao ônibus piscaria.

Já vi um sistema desses funcionando em outro contexto, num aeroporto. Todo mundo está no carnaval mas em respeito à adolescente e outras vitimas, os vereadores do Rio deveriam rediscutir as normas.

São sempre muito generosos quando avaliam aumento de passagens. Mas se movem pouco, cobrando segurança das empresas.

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Brasileiros ocupam Nova York

19.02.2012 | 8:26 am

A modelo Jeiza Chiminazzo em foto de Marilyn K. Yee (New York Times)

Asssinada por Alexei BarrioNuevo, que conhece bem o Brasil, o New York Times mostra, em reportagem, como os brasileiros estão comprando imóveis em Nova York, tornando-se uma alegria dos corretores .

Para os que leem em inglês vale a pena conferir o texto de BarrioNuevo porque mostra não só o poder de compra de profissionais liberais brasileiros e gente do mercado financeiro ,como o velho sonho de mudar para a cidade.

Com base na sua experiência cinco anos em São Paulo, Barrionuevo lembra  que Nova York é o símbolo máximo de status para a alta classe média em nosso país. Em quase todos os lugares chiques, alguém esteve em Nova York, acaba de chegar de Nova York ou está indo para lá . O repórter acentua até a maneira lenta e mais alta com que o nome da cidade é pronunciado: Nova Iorque.

A reportagem cita um russo, Dmitri Rybolevlev que comprou uma cobertura por US$88 milhões e foi notícia pela compra. Lembra que os brasileiros no conjunto movimentam muito  dinheiro , e se tornaram clientes estáveis no mercado imobiliário.

Os imovéis em Nova York e principalmente em Miami estão mais baratos do que no Rio de Janeiro, por exemplo. Barrionuevo concentrou-se em Nova York, mas o movimento mais intenso parece estar localizado em Miami.

O ultimo a comprar mansão na Flórida é o presidente da CBF, Ricardo Teixeira que vai dirigir sua empresa de lá.Muita gente tem economizado dinheiro para comprar um apartamento em Miami, algo que é possível fazer a a partir de US$150 mil.

A reportagem do Nytimes mostra a foto da modelo brasieiro Jeiza Chiminazzo   que comprou seu apartamento em Manhattan por US1,5 milhão. Jeiza e outros brasileiros residentes afirmam que já não podem comentar fofocas nas rua porque há sempre alguém que fale português por perto.

Não há como fugir dos brasileiros na cidades dos seus sonhos, nem quando a situação econômica aperta: nesse caso, partem como imigrantes.

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Discretas esperanças nas eleições

17.02.2012 | 8:37 am

Ilustração: Cadu Tavares

O que têm que ver as eleições com segurança nas metrópoles brasileiras? Prefeitos e vereadores que delas emergem não têm como função específica garantir a segurança pública. Mas não podem dar as costas ao tema.

A experiência mais discutida na eleição presidencial foram as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), criadas no Rio. Sucesso entre os moradores, a imprensa e até no comércio imobiliário, que delas se beneficiou, essas unidades são, no conjunto, um cinturão no setor da cidade que abrigará a Copa do Mundo. Além dos benefícios para os moradores, o governo consegue demonstrar o domínio sobre o território, apoiado por quedas no índice de criminalidade.

Mas vistas de bairros mais remotos, áreas metropolitanas e cidades médias, as UPPs significaram mais perigo no cotidiano, porque os ocupantes dos morros foram dispersados. O índice de assassinatos na Baixada Fluminense é o dobro do registrado na capital. Essa diferença não nasceu agora, apenas revela onde é mais perigoso viver. É o tipo de realidade que o planejamento de eventos internacionais não pode encobrir. Seu objetivo é garantir os jogos, e não necessariamente a segurança conjunta.

Eleições municipais não mudam tal realidade, mas poderiam atenuar seu impacto. Prefeituras têm algo essencial: informação sobre inúmeras variáveis. Respeitada a privacidade, combinados e analisados, esses dados seriam uma ferramenta complementar para uma política de segurança. Uma rede de guardas municipais conectados pode dizer muito, a todo instante, do que se passa nas ruas. O risco continuará a existir, mas a informação pode trazer mais clareza sobre como é administrado e empurrado para a periferia. São os bairros mais distantes, de modo geral, que recebem outros riscos decorrentes dessa administração. Para lá vão os presídios, manicômios, aterros sanitários, traficantes e milícias.

Em muitas áreas da metrópole a insegurança está na própria moradia. O Brasil desenvolveu um modelo original. O capitalismo no seu curso espontâneo tende a empurrar as pessoas para áreas de risco. E os socialistas lutam ardentemente para que elas continuem lá, no perigo extremo.

A energia central está na construção de novas moradias. As cidades esperam muito de programas ambiciosos como o Minha Casa, Minha Vida. E às vezes não percebem a energia da própria comunidade, como a de Vieira, distrito de Teresópolis, que construiu dez casas, a R$ 10mil cada, por conta própria. Foi preciso que um grupo se cotizasse e buscasse mais recursos entre pessoas simpáticas à reconstrução. A única demanda ao governo foi que emprestasse uma de suas máquinas, locadas na região, para algumas horas de trabalho.

A possibilidade de renovação nas cidades não se limita ao uso de recursos inteligentes. Elas têm algo que governos estaduais e Brasília não conseguem com a mesma intensidade: o potencial de mobilização. Os dois fatores permitiram que algumas cidades obtivessem, na luta contra a corrupção, melhores resultados que o obtido no plano nacional.

Os candidatos poderão ser ultrapassados pela demanda que começa em reuniões de pequenos grupos em casas de família e se estende pela rede social. Muito possivelmente, ao lado de projetos mais amplos os moradores vão querer saber o que está previsto para sua área, que tipo de crescimento o bairro vai experimentar. Isso estimula, em certos casos, a dividir a cidade por áreas com projetos específicos de crescimento, respeitada sua vocação. Um plano desse tipo foi discutido no Rio em 2008. Adotado parcialmente pelo prefeito eleito, estimulou o crescimento de um polo de produtores de plantas ornamentais e flores em Barra de Guaratiba, que cresceu em torno do sítio de Burle Marx e agora se consolida.

Um projeto para a cidade não se faz só em ano de eleições. Até porque os candidatos, em níveis diferentes, têm conhecimentos limitados da cidade que vão governar. Embora dependa muito da discussão, depende também da existência de grupos que estudem o problema e, como urbanistas ou acadêmicos, já tenham formulado o esqueleto do plano.

Campanhas, sozinhas, não pensam a cidade adequadamente. Com alguma ajuda externa, um dos seus objetivos seria discernir em 2012 os interesses da Copa do Mundo e os da metrópole, no conjunto. Em muitas cidades as obras da Copa estarão em pleno curso, aumentando a sensação de desconforto. Apenas 17% da frota de ônibus do Rio, por exemplo, tem ar-condicionado. A Copa é no inverno, porém vivemos nas quatro estações e até hoje não surgiu uma lei obrigando o ar-condicionado em todos os ônibus. No caso do Rio essa inibição dos políticos tem suas raízes no jabaculê. Por meio de revoltas sucessivas e explosões de violência, os passageiros mostram descontentamento.

Embora o quadro não esteja definido, a eleição em São Paulo tende a ser uma grande atração nacional. As ideias, todavia, ainda não foram postas na mesa. Se depender do potencial do impulso externo às campanhas, a cidade pode oferecer inúmeros debates, entre eles o da sustentabilidade urbana. Como as duas forças em presença já governaram a cidade, parte da discussão entre elas será sobre quem fez melhor. Certamente a demanda vai transcender esse tópico, deslocando-se para o futuro imediato.

No carnaval sonha-se muito, para tudo acabar na quarta-feira. Em eleições, de certa forma, tudo pode começar na quarta-feira.

A fase até agora vivida foi a de discussão interna dos partidos e movimentos de coligações. Logo, decerto, começará outra, ressaltando alguns pecados dos candidatos e estimulando a declaração de seus princípios morais. Se tudo correr bem, no meio do ano a cidade estará no centro da cena, com o potencial de inspirar debates de interesse internacional: para onde vai a principal metrópole da sexta economia do mundo?

Mesmo quem não gosta de ler programas será tentado a dar uma olhada. Um bom debate nesse campo fortalece o trabalho do vencedor, não importa quem seja. Otimismo? Esperar o melhor pode ajudá-lo a acontecer.

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O poético desfile da loucura

| 5:26 am

Os pacientes do Centro Pisquiátrico Nise da Silveira, em Engenho de Dentro, desfilaram ontem pelo bairro com seu bloco carnavalesco.

Loucuras Suburbanas é o nome do bloco e tem tudo a ver com o trabalho de Nise da Silveira, que no século passado combateu o choque elétrico e a lobotomia no tratamento da loucura.

Ela foi pioneira no trabalho de usar a arte como terapia e possibilidade de expressão do paciente. Grandes nomes de pintores surgiram dessa experiência. Cerca de 34 mil obras estão guardadas no Museu das Imagens do Inconsciente que funciona no Centro Psiquiátrico .

O carnaval com suas fantasias, com o samba e dança acaba sendo mais um momento em que os loucos abraçam a arte e fazem dela o caminho de encontrar o equilíbrio no mundo.

Meu trabalho era fazer um pequeno vídeo para um comentário que faço na Bandeirantes. Resolvi selecionar algumas fotos enquanto o trabalho não é editado.O objetivo principal era rodar o vídeo mas sempre sobra tempo para algo mais.

 

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Futebol brasileiro na hora da verdade

16.02.2012 | 7:41 am

Manifestação contra Teixeira, no Largo do Machado

Quando dois grandes times brasileiros, Flamengo e Corinthias, comemoram empate contra adversários modestos, isso é sinal de que o futebol brasileiro decaiu.

Na véspera, o ranking da FIFA confirmava que o pais agora é o sétimo do mundo. A decadência estava clara quando passou por aqui o Universidad do Chile que deu um passeio no Flamengo e eliminou o Vasco. Era bem superior aos times brasileiros.

Como era preciso prudência, decidi esperar o campeonato mundial no Japão, quando o Santos enfrentaria o Barcelona. O resultado foi um passeio do time catalão.

As coisas não vão bem dentro e fora de campo, na cúpula da CBF. Ricardo Teixeira deve cair esta semana, conforme as previsões da imprensa. O escândalo do momento foi o jogo contra Portugal. A empresa que o organizou tinha como endereço a fazenda de Teixeira, segundo a Folha de São Paulo.

Copa do Mundo é luta contra o relógio: novos estádios, hotéis, túneis, avenidas. Será que o Brasil tem tempo de se tornar competitivo até 2014.

O tempo é curto e o dinheiro vai ser gasto para uma grande decepção com o futebol nacional.

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Aeroporto de Cabo Frio: privatização deu certo

14.02.2012 | 8:33 pm

Visão da entrada do aeroporto

Eis o texto e fotos da reportagem publicada no Díario do Comércio, de São Paulo

Eu sou você amanhã, parece dizer o aeroporto internacional de Cabo Frio a todos os outros que estão privatizados no Brasil.

Com dez anos de existência, foi privatizado em 2001, um investimento de R$35 milhões ao longo do período, o aeroporto de Cabo Frio é uma história de sucesso presssionado pelo crescimento da demanda a dar um passo maior .

A localização na Região dos Lagos ofereceu ao aeroporto dois papéis importantes. O primeiro o de ser um apoio logistico às operações de petróleo offshore.

As cargas respondem ainda pela maior parte do faturamento

O segundo foi de estabelecer a rota aérea entre os turistas argentinos e Búzios, um ex-distrito de Cabo Frio, que se tornou célèbre após a visita de Brigitte Bardot, nos anos 60.

Hoje, embarcam no aeroporto, nos helicópteros que servem à Petrobrás, mil passageiros rumo às plataformas . E chegam 10 charters internacionais por semana, a maioria deles argentinos .

O saguão e sala de embarque já não comportam o movimento, como aconteceu neste sábado, com dois voos internacionais na mesma manhã. Muitos passageiros esperam do lado de fora.

Daí a necessidade de construir um novo terminal de passageiros que ficará,segundo o plano da empresa, mais próximo de de Cabo Frio.

Charter argentino: ligação com Búzios

Duas nacionais operam no aeroporto: a Trip e a Azul. A primeira com uma linha Campinas-Cabo Frio-Belo Horizonte; a Azul com a linha São Paulo-Cabo Frio.

A dinâmica mais importante é na logística do petróleo, embora outras áreas também usem o aeroporto para receber suas cargas .

A Petrobrás que já tem instalacões no aeroporto deve passar um novo espaço, de sete mil metros quadrados. O principal hangar é ocupado pela companhia de helicópteros DHS que serve ao offshore.

Aeroportos de 19 passageiros, com comissária servem às plataformas

Os maiores levam 19 passageiros e tem comissária de bordo. O aeroporto se beneficia também de turistas que chegam com avião próprio.

Para se tornar um aeroporto internacional foi preciso construir instalações que abrigassem a Polícia Federal, fiscais da Receita, Anvisa e vigilância agrícola.

A pista é de 2.500 metros, com operadores e salas de controle onde se vêem as imagens de 90 câmeras. O aeroporto de Cabo Frio tem 400 funcionários. Começou pertencendo à empresa Costa do Sol, que a vendeu à Libra.

Na alta estação, terminal de passageiros se torna pequeno.

Alguns dos executivos permaneceram no Conselho de Administração e a política de crescimento está mantida, assim como o tratamento do lixo produzido no complexo.

-Muitos acham um milagre o que aconteceu aqui- diz o especialista em transportes Francisco Pinto, ligado ao projeto do aeroporto.

-Na verdade, não existe nenhum milagre e sim muito trabalho. Nos primeiros anos houve prejuizo mas a construção de da nova pista abriu novas perspectivas.

A nova pista foi construida pela Aeronáutica, que tem um fundo próprio para este fim e o governo estadual, que entrou 30 por cento.

O aeroporto de Cabo Frio prepara um novo passo, ao lado da ampliação de suas instalações. Pretende se transformar no primeiro aeroporto que funciona como um entreposto internacional para empresas que se instalem sua área.

Isto significa que as empresas não pagam pela importação das peças que complementam os seus produtos, quando elas entram no país. O imposto será pago na saída da produção.

Para Francisco Pinto o segredo do aeroporto de Cabo Frio foi combinar a segurança exigida nos aeroportos públicos com a agilidade da iniciativa privada.

Hangar da DHS que serve às plataformas

O que salvou o projeto, após os primeiros anos no vermelho, foi o transporte de carga para o offshore. Esse item representa 66 por cento do faturamento bruto da empresa, que foi de R$44,5 milhões em 2011.

O novo terminal de passageiros tornará mais confortável a chegada dos turistas estrangeiros. Mas a região não tem uma infraestrutura para recebê-los, exceto Búzios uma espécie de nicho do setor.

Neste verão, Búzios vive um clima de ilegalidade urbana semelhante às metrópoles. O que revela também os seus limites.

A aposta principal deverá continuar sendo no transporte de carga e na intensa movimentação para as plataformas da Bacia de Campos.

Os aeroportos privatizados no Brasil já tem um irmão de 10 anos para contar sua história. Apesar da origem comum, irmãos podem também ser muito diferentes.

Vigilância da PF, com ajuda de cães

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Itália condena amianto e Eternit

| 6:47 am

A condenação dos donos da Eternit, na Itália, a 20 anos de prisão é um fato decisivo na história da segurança do trabaho no mundo.

O Barão Luis Cartier e Stephan Schimdheiny são acusados da morte de 2100 pessoas que produziam amianto para suas empresas.

O amianto é uma substância altamente perigosa que arruinou os pulmões de muitos trabalhadores também no Brasil.

Aqui, há mais de 20 anos, a ativista Fernanda Giannasi leva uma longa luta para proibir o amianto algo que ainda ainda não conseguimos.

Apresentei, junto com Eduardo Jorge, hoje secretario de Meio Ambiente de São Paulo, um projeto banindo o amianto. Houve muita resistência da bancada de Goiás porque naquele estado há as jazidas de Minaçu, onde o amianto emprega gente.

Trouxemos especialistas do mundo inteiro para debater o tema e, baseado na experiência francesa(os franceses baniram o amianto) sempre afirmei que o tipo crisotila, que os goianos dizem ser inofensivo, também é perigoso para a saúde humana.

A proibição na França não mexeu com o Brasil. A condenação dos donos de Eternit na Itália também não mexerá. O Brasil só vai se mexer quando descobrir que o amianto vai puxar seus produtos para baixo e o próprio mercado vai forçar as mudanças.

Infelizmente a morte dos trabalhadores com os pulmões ressecados pelo amianto não interessa ainda ao governo dos Partido dos Trabalhadores. O mercado falará mais alto.

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