
O Rio de Janeiro vai aumentar em 76,3% a sua carga de gases de efeito estufa na atmosfera. A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) - maior investimento do setor privado do país, que iniciará suas operações em 2010, em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade - produzirá 9,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano. O total de emissões da cidade, segundo o último inventário feito pela prefeitura do Rio, é apenas um pouco maior - 12,7 milhões. O valor representa mais de 12 vezes o total de emissões industriais desse gás no município e cerca de 14% do total de emissões do estado (incluindo todas as fontes), que atualmente gira em torno de 70 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria estadual do Ambiente (SEA). A notícia vem a público a exatos 30 dias da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, cujo tema central são as soluções e metas para redução das emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa.
A questão é ainda mais complexa porque a legislação que regula o licenciamento ambiental não exige neutralização ou compensação para as emissões de carbono das indústrias. A CSA está trabalhando com o que há de mais moderno em equipamentos de siderurgia do mundo, o que reduz a média de emissões, mas, ainda assim, pelo tamanho da indústria, o volume emitido é grande.
Para tentar contornar o problema, a Secretaria estadual do Ambiente vai criar um programa para obrigar as indústrias a reduzirem gradualmente suas emissões.
O GLOBO
Relembre os fatos, fotos e vídeos da memorável campanha de Gabeira à prefeitura do Rio em 2008.
Estes programas, realizados há duas décadas, foram originalmente produzidos pela TV Bandeirantes e eram semanais. Era uma tentativa de fazer televisão sem recursos, baseada apenas na criatividade.