Fracassou a tentativa do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, de deixar nesta quinta-feira a Embaixada do Brasil em Honduras e seguir para o México. O governo interino de Roberto Micheletti negou o salvo-conduto para que ele viajasse como hóspede distinguido, o que seria um convidado especial do governo mexicano.
- O presidente do México, Felipe Calderón, mudou o pedido original de asilo político e por esse motivo a autorização foi negada - informou o chanceler Carlos López.
Apesar da decisão, López afirmou que a negociação ainda segue em aberto:
- Ficou abortado o acordo para a saída de Zelaya nas circunstâncias atuais, mas o governo não tem uma negativa no sentido de considerar uma nova soliciação devidamente formulada - disse o chanceler hondurenho a uma emissora de televisão.
"Ficou evidente que o governo mexicano se afastou de sua postura original ao apresentar uma solicitação em desacordo com os requerimentos legais para um salvo-conduto por asilo político", disse o Ministro da Imprensa, René Zepeda, ao ler um comunicado na televisão estatal. Zelaya afirmou que o governo de Roberto Micheletti abortou a viagem ao exigir que ele renunciasse ao cargo antes de deixar o país, informou a rede de televisão mexicana Televisa.
- Essa exigência é inadequada para meu país, meu povo e meu mandato que encerra em 27 de janeiro -, afirmou o presidente deposto.
Zelaya disse à Rádio Globo de Honduras que é o presidente legítimo dos hondurenhos e portanto não quer saír do país como asilado político.
- De forma alguma fiz um pedido de asilo ou para renunciar ao cargo que represento - afirmou.
O GLOBO
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Estes programas, realizados há duas décadas, foram originalmente produzidos pela TV Bandeirantes e eram semanais. Era uma tentativa de fazer televisão sem recursos, baseada apenas na criatividade.