Postado por: Cidade Sustentável em 2/09/2008
Uma pesquisa do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) usou raios gama para reciclar óleo lubrificante usado, acelerando sua recuperação e reduzindo impactos ambientais do processo.
Segundo levantamento da pesquisa, atualmente existem cerca de dez empresas que reciclam de forma convencional esse tipo de óleo no Brasil. Os processos requerem reagentes químicos e geram rejeitos.
O uso da radiação gama, gerada por fonte de cobalto-60, elimina etapas dos processos convencionais e não utiliza reagentes químicos.
O óleo lubrificante dos veículos não é consumido totalmente quando está nos automóveis. Seus resíduos são altamente tóxicos e perigosos, por isso é proibido o seu descarte na natureza.
Os estudos mais recentes mostram que o Brasil produz cerca de 1 bilhão de litros de óleo lubrificante por ano. Desse volume, aproximadamente 650 milhões de litros são queimados ou incorporados ao processo. Dos 350 milhões restantes, 240 milhões são reciclados. Não há dados sobre o que ocorre com os outros 110 milhões de litros -não se sabe se são queimados ou descartados no solo ou em rios, por exemplo.
Segundo o pesquisador, Marcos A. Scapin, que desenvolveu a nova técnica em seu doutorado, o processo usa apenas água e radiação.
De acordo com ele, o método poderá ser explorado industrialmente, mas ainda faltam ajustes. “A pesquisa aponta para um tratamento promissor, principalmente por ser uma tecnologia limpa. Mas fizemos numa escala piloto. Há necessidade de otimizar o processo”, disse.
Deve-se tentar, por exemplo, usar uma dose menor de radiação -quanto maior a dose, mais caro o processo. Outra questão importante ainda não observada são os gases produzidos no processo. “Em grande escala, os gases tóxicos e não tóxicos precisam ser analisados.”
Scapin assegura que não há geração de nenhum tipo de resíduo radioativo. “Quanto aos elementos inorgânicos, estes ficam retidos na água, que após tratamento de remoção é utilizada novamente no processo.”
Um dos pontos positivos do processo com radiação é que níveis significativos de remoção de elementos inorgânicos são alcançados. Houve remoção, por exemplo, de 68% do enxofre -ou 10% a mais do que ocorre no processo convencional. O enxofre é indesejável nos derivados de petróleo pois, entre outros fatores, colabora com a ocorrência de chuva ácida.
O processo proposto não permite reutilizar o óleo tratado nos automóveis, porém há uma possibilidade de reutilizá-lo principalmente como combustível, já que uma parte dos compostos que se formam são classificados como altamente inflamáveis.
Os estudos preliminares da pesquisa de Scapin já foram publicados no periódico científico “Radiation Physics and Chemistry”, informa o portal Folha Online.
Postado por: Cidade Sustentável em 23/06/2008
Do Portal Inovação Tecnológica:
Nem sempre a tecnologia mais avançada é a solução ideal. Com esta idéia em mente, um grupo de estudantes do MIT, nos Estados Unidos, decidiu construir o protótipo daquele que poderá se tornar o sistema de geração de energia solar mais eficiente do mundo quando se leva em conta o custo de geração da energia.
Leia mais >>
Postado por: Cidade Sustentável em 10/06/2008
De Lincoln Paiva, da Folha de S. Paulo:
Comece a pedir e dar carona
O trânsito de Lisboa não é intenso e agressivo como o de São Paulo e a capital portuguesa conta com uma excelente infra-estrutura fluvial, ferroviária e metroviária, além de bondes elétricos e ônibus.
Mesmo assim, os cidadãos portugueses optaram pelo chamado “carpool” para se deslocar. Lá, o sistema de carona solidária conta com cerca de mil pessoas.
Leia mais >>
Postado por: Cidade Sustentável em 10/06/2008
Do Ambiente Brasil:
Protótipos de casas de bambu em Sergipe atestam viabilidade dessa opção em políticas de habitação popular
O bambu vem ganhando espaço como matéria-prima para uma série de produtos, que vão de móveis e artesanato às fibras têxteis (veja notícias relacionadas no final da matéria). Mais recentemente, porém, uma iniciativa desenvolvida em Aracaju (SE) deu um passo significativo para inserir a planta no rol dos instrumentos palpáveis no caminho do desenvolvimento sustentável.
Leia mais >>
Postado por: Cidade Sustentável em 10/06/2008
Do site da CEMIG:
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), desenvolve um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que estuda a melhor opção tecnológica para o aproveitamento do biogás para a geração de energia elétrica. O software interativo tira dúvidas, de acordo com a viabilidade técnica econômica e financeira do empreendimento, no município onde ele estiver localizado.
Leia mais >>
Postado por: Cidade Sustentável em 8/06/2008
Do jornal O Estado de S. Paulo:
Curso ensina a transformar lixo em material de uso diário
A Prefeitura de Niterói, no Estado do Rio, inaugurou nesta semana uma escola pouco convencional - a Escola Municipal de Meio Ambiente. No lugar das matérias tradicionais, cursos que ensinam como construir aquecedor solar com garrafa PET e caixa de leite e como transformar óleo em sabão.
As primeiras turmas, todas formadas por adultos, atraíram 350 alunos. “A intenção é que os cursos ajudem a mudar a vida dos alunos. As pessoas podem somente transformar seus hábitos e reduzir os custos em casa ou aplicar o que aprenderam na vida profissional e gerar renda”, afirma o subsecretário de Recursos Hídricos, Tiago de Paula.
Leia mais >>
Postado por: Cidade Sustentável em 23/05/2008
Do portal Carbono Brasil:
A riqueza de recursos naturais no Brasil pode fazer do país um grande exportador de painéis solares. É o que acredita Hamilton Moss, do Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel). Segundo ele, o grande gargalo da indústria de painéis solares atualmente é o fornecimento de silício, matéria-prima utilizada na fabricação das placas. “O Brasil é o maior produtor mundial de silício; o país tem chances de ser um grande exportador de painéis”, acredita Moss.
Leia mais >>
Postado por: Cidade Sustentável em 23/05/2008
Do Estadão Online:
Não estamos falando de transformar chumbo em ouro, mas a General Electric está trabalhando em uma forma moderna de alquimia, a conversão de lixo em eletricidade.
A empresa, que planeja obter 25 bilhões de dólares anuais em vendas de suas divisões ecológicas, até 2010, está trabalhando para adaptar sua tecnologia de gaseificação, empregada para queimar carvão de modo menos poluente, à transformação de lixo urbano em um gás de queima relativamente limpa.
Leia mais >>
Postado por: Cidade Sustentável em 21/05/2008
De Marcus Quintella, no Jornal do Brasil:
Os problemas de trânsito e transporte público das cidades brasileiras são os principais causadores dos abomináveis congestionamentos diários impostos aos cidadãos. Por isso, os jornais e a televisão estão apresentando muitas matérias e programas sobre o assunto, com o nobre objetivo de subsidiar os governantes e políticos com as melhores soluções para amenizar o sofrimento dos habitantes de nossas metrópoles.
Leia mais >>
Postado por: Cidade Sustentável em 21/05/2008
Do jornal O Estado de S. Paulo:
Carne ‘’sustentável” é nova aposta do varejo
A pressão de ONGs sobre as condições de produção da carne - que, em muitos casos, envolve polêmicas como o desmatamento da Amazônia e uso de trabalho escravo - está levando redes varejistas a investirem na chamada ”carne sustentável”, produzida em condições menos agressivas ao ambiente e com respeito às leis trabalhistas.
Redes como o Pão de Açúcar e o Carrefour estão treinando seus fornecedores para que passem a adotar normas socioambientais em seus sistemas de produção de carne. No caso do grupo Pão de Açúcar, a receita para chegar ao bife socialmente correto implicou no treinamento de fazendeiros, por meio de uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Instituto Ethos, que consumiu recursos de US$ 74 mil. O programa teve início em 2005.
Além de fomentar boas práticas nas fazendas, o programa teve foco no desenvolvimento da qualidade da carne, com rastreamento da produção. ”A melhora genética permitiu uma redução de 70% no teor de gordura da carne, o que tem atraído consumidores preocupados com saúde. O próximo passo é fazer uma identificação mais clara da carne sustentável nas lojas”, diz Vagner Giomo, gerente de desenvolvimento de carnes do Pão de Açúcar.
As vendas de carne sustentável são incipientes, mas já dão lucro - a linha faturou R$ 242 mil, e já cobriu os custos com o treinamento dos fornecedores. A meta, até o final do ano, é triplicar a produção e colocar nas prateleiras linhas de carne suína e frango com esse perfil.
O Carrefour informa que também adota, desde 1999, critérios de qualidade e responsabilidade social no contrato com os fornecedores. O programa da rede varejista, batizado de Garantia de Origem, prevê acompanhamento e auditorias nas fazendas. O contrato exige que as propriedades estejam à frente da legislação brasileira em itens como respeito às leis sanitárias, ambientais e trabalhista. Hoje, 40% da carne bovina comercializada pela rede tem o selo que identifica o programa. Além de carne, o programa engloba também peixes e hortifrúti.
Até o gigante dos frigoríficos JBS Friboi lançou em 2004 uma linha-piloto de carne orgânica, que hoje representa 3% da produção do grupo. A carne é oriunda de um grupo de 20 fazendas da região de Tangará da Serra (MT), que fornecem exclusivamente para a empresa e cuja produção inclui cuidados com o bem-estar e a rastreabilidade dos animais. ”Até 2010, nossa meta é que a carne orgânica represente 5% da produção”, diz Antonio Zambelli, diretor de inovação do JBS Friboi. Parte da produção é exportada para Europa e Oriente Médio.
A Asa Alimentos, empresa integrada de produção de aves e suínos de Brasília, também vislumbra um mercado para a carne sustentável. A divisão de suinocultura da companhia, por exemplo, adotou um sistema de criação de porcos que utiliza camas de palha nas granjas. ”É um sistema que permite produzir com menor impacto ao meio ambiente e traz ganhos para a qualidade da carne, já que os animais são mais saudáveis”, explica Alberto Guimarães, gerente de marketing da Asa Alimentos. O cuidado ambiental ajudou a garantir contratos de fornecimento para as redes Carrefour e Pão de Açúcar.
O engajamento das redes varejistas na busca por fornecedores mais sustentáveis é tema de uma campanha do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). ”Ainda é ínfima a produção de carne nesses moldes, mas houve mudança na percepção das redes varejistas ”, diz Lisa Gunn, gerente de informação do Idec. ”O desafio é fazer com que esses produtos saiam do nicho de mercado e estejam disponíveis para todos os tipos de consumidor.”